A peça teatral “Pena Justa: O Encontro da 347”, encenada por reeducandos da Penitenciária Sílvio Porto, em João Pessoa, vai ser gravada pela TV Justiça nesta segunda-feira (16) no Teatro Santa Roza a partir das 14h30. A peça é uma atividade cênica desenvolvida pelo Projeto MoveMente e dialoga com o Plano Pena Justa, promovendo reflexões sobre os desafios e avanços do sistema penal, a partir da arte e da cultura.
A articulação para a gravação da peça teatral envolve a Secretaria Nacional de Políticas Penais (SENAPPEN); o Conselho Nacional de Justiça (CNJ); o programa Fazendo Justiça; o Plano Pena Justa; o Grupo de Monitoramento e Fiscalização do Sistema Carcerário e Socioeducativo da Paraíba (GMF-PB), do TJPB; e a Secretaria de Estado da Administração Penitenciária (Seap-PB).
O secretário da Seap-PB, João Alves, que tem dado total apoio ao projeto MoveMente, e os demais projetos, a exemplo das exibições externas dos corais formados por reeducandos, adianta que tudo está organizado com as devidas normas de segurança para garantir o êxito das gravações da peça.
A decisão da gravação da peça é do ministro Edson Fachin, presidente do Supremo Tribunal Federal (STF) e do Conselho Nacional de Justiça (CNJ).
O ministro Edson fachin assistiu à encenação na Penitenciária Silvio Porto, no dia 20 de outubro, quando cumpria agenda em João Pessoa e logo em seguida decidiu que a TV Justiça viria gravar.
A mentora e diretora geral da peça é a professora psicopedagoga Germana Dália que assina o texto e o roteiro com Thabada Louise, assistente técnica no Sistema Penal do Programa Fazendo Justiça e do Conselho Nacional de Justiça.
Germana desenvolve o projeto de reinserção social MoveMente: Saúde mental através do movimento. É um projeto um onde esperançar é verbo. Trabalha diversidade, força. E liberdade é aprendizagem. A ação tem o apoio da Seap-PB por meio da direção e dos policiais penais do Sílvio Porto.
Germana, que também é a narradora da peça, declara: “No presídio Sílvio Porto nossa arte construiu o caminho para a dignidade e brilhar foi inevitável! Com perseverança e coragem, a população LGBTQIA+ e apoiadores do MoveMente, estão rompendo as grades da discriminação e promovendo a inclusão”. A psicopedagoga lembra foi preciso mudar o elenco para as gravações por um bom motivo: “porque, graças a Deus, muitos reeducandos ganharam a liberdade. Inclusive, esta vai ser a primeira vez que a gente vai apresentar a peça com dois egressos do sistema. Eu estou muito feliz, porque eles vão participar do documentário também, a pedido do CNJ”.
A policial penal Mirtes Daniele, contribui com o projeto: “A gravação desta apresentação representa um momento importante de reflexão sobre o sistema de justiça e sobre a realidade das pessoas em situação de privação de liberdade. A expectativa é que o registro da peça contribua para ampliar o debate público acerca da dignidade humana, dos desafios do sistema penal e da necessidade permanente de construção de políticas que promovam responsabilização, mas também possibilidades de transformação. Iniciativas como esta demonstram que o ambiente prisional também pode ser espaço de reflexão, produção cultural e fortalecimento de valores fundamentais da nossa sociedade”.
Sobre a Peça
Pena Justa: O Encontro da 347 nasce da Arguição de Descumprimento de Preceito Fundamental nº 347 (ADPF 347), decisão histórica do Supremo Tribunal Federal que reconheceu o estado de coisas inconstitucional do sistema prisional brasileiro.
Inspirada na ADPF 347, a peça mostra como a mudança só é possível quando diferentes atores se unem: Pessoas privadas de liberdade, magistrados, defensoria, ministério público, policiais penais, gestores públicos e sociedade civil.
A peça é encenada por pessoas privadas de liberdade, em especial mulheres Trans e integrantes da população LGBTQIA+, que dão voz às próprias histórias e mostram como a arte pode romper muros e abrir caminhos de dignidade e esperança.
Cultura, Ressocialização e Diversidade
De forma sensível e objetiva, a peça apresenta os desafios e as possibilidades de transformação da execução penal, destacando o papel do Judiciário, do Executivo, da Sociedade Civil e das próprias Pessoas Privadas de Liberdade.
Por meio da arte, as pessoas LGBTQIA+ privadas de liberdade - bem como outros reeducandos da unidade - narram em primeira pessoa, as dores, as ausências, mas também os sonhos e as possibilidades de transformação. A cada encontro, a arte fortalece a autoestima, promove convivência respeitosa e abre caminhos para ressignificação da pena.
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Ascom/Seap-PB
Arte:GMF/PB

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