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APA Litoral Norte completa 34 anos unindo conservação ambiental, participação social e turismo sustentável
Criada em 17 de março de 1992, a Área de Proteção Ambiental (APA) Litoral Norte é uma unidade de conservação administrada pelo Instituto do Meio Am...
17/03/2026 21h00
Por: Praiabook Fonte: Secom Bahia

Criada em 17 de março de 1992, a Área de Proteção Ambiental (APA) Litoral Norte é uma unidade de conservação administrada pelo Instituto do Meio Ambiente e Recursos Hídricos (Inema). Hoje, a APA abrange uma extensa faixa do litoral baiano, reunindo ecossistemas como Mata Atlântica, restingas, dunas e manguezais.

Esse conjunto de riquezas naturais, aliado à presença de destinos consolidados como Praia do Forte, Imbassaí e Baixio, reforça o potencial da região para o turismo de natureza, um segmento que contribui para a conservação ambiental e a geração de renda local.

Sobre o papel da APA na região, a gestora Adriana Batista destaca: “Um espaço especialmente protegido que nos traz a possibilidade de melhor gerir ambientalmente o território, trazendo a importância da nossa sociobiodiversidade.”

Um dos pilares dessa atuação é o Conselho Gestor, que reúne representantes do poder público, da sociedade civil e do setor produtivo. Na prática, são 54 instituições dos três setores (Entidades Governamentais, Sociedade Civil e Empreendedores locais), que atuam de forma integrada para discutir problemas, propor soluções e contribuir com a gestão do território.

Para a gestora, essa foi uma das principais conquistas: “A formação do seu Conselho Gestor, associada à qualificação das suas instituições e a implantação da gestão participativa, vem sendo um diferencial na gestão socioambiental do nosso território.”

Outro destaque ao longo desses anos é o avanço de iniciativas ligadas ao turismo sustentável, incluindo roteiros reconhecidos dentro da Reserva da Biosfera da Mata Atlântica, fortalecendo a imagem do Litoral Norte como destino alinhado à conservação. Mesmo com os avanços, o crescimento acelerado da região segue como um desafio. A expansão imobiliária e a pressão sobre os recursos naturais exigem um esforço constante de equilíbrio entre desenvolvimento e preservação.

Sobre esse cenário, Adriana explica que “um dos principais é conseguir acompanhar, e equilibrar, a perda acelerada de remanescentes de vegetação devido ao boom imobiliário local e a especulação imobiliária.” Diante disso, a APA aposta no fortalecimento da gestão participativa, na educação ambiental e em projetos sustentáveis, buscando garantir a conservação da biodiversidade e o desenvolvimento equilibrado da região.

Fonte: Ascom/Inema