Em Brasília, o ministro de Portos e Aeroportos, Silvio Costa Filho, participou, nesta quarta-feira (18), da cerimônia de assinatura do termo aditivo que prorroga por mais 20 anos o contrato de arrendamento do terminal de cobre da empresa no Porto de Itaqui (MA). A medida assegura a continuidade das operações logísticas de armazenagem e exportação do concentrado de cobre produzido no Complexo Minerador de Carajás, no Pará, e prevê novos investimentos privados voltados à modernização dos ativos e ao aumento da eficiência operacional do terminal.
Como contrapartida à prorrogação, a Vale fará investimentos totais de R$ 221,5 milhões, sendo R$ 21,5 milhões em aportes contratuais e R$ 200 milhões voluntários até 2030. Os recursos serão aplicados em aumento da eficiência operacional, modernização de ativos e ampliação da vida útil dos equipamentos.
Durante o evento,Silvio Costa Filhodestacou que o momento econômico vivido pelo país tem contribuído para ampliar a confiança de investidores e estimular novos projetos de infraestrutura. “O Brasil passa por um momento de crescimento econômico, que tem como base a segurança jurídica e um forte potencial de desenvolvimento. E isso cria um ambiente de confiança do mercado, de previsibilidade, essenciais para aportar novos investimentos, como estes que a Vale irá fazer no Maranhão”, afirmou.
“O Brasil passa por um momento de crescimento econômico, que tem como base a segurança jurídica e um forte potencial de desenvolvimento"Silvio Costa Filho
A presidente do Porto do Itaqui,Oquerlina Costa Silva, ressaltou que a prorrogação do contrato representa um avanço importante para o desenvolvimento logístico da região. “Estamos celebrando mais uma vitória. Não só para a Vale, mas também para o Porto do Itaqui, para o Maranhão e para toda a região. Não pensamos nem planejamos individualmente, precisamos mesmo dessa parceria e que ela seja estreita e sólida. Essa extensão do contrato de arrendamento da Vale traz mais segurança jurídica para que ambas as partes possam aplicar ainda mais investimentos em seus negócios e traz garantia para a implementação de todo esse planejamento estratégico que ambas já têm no papel”, afirmou.
O termo aditivo formaliza a prorrogação ordinária do contrato de arrendamento até 2 de janeiro de 2043, conforme previsto na legislação do setor portuário e na Portaria 530, de 2019.
O vice-presidente executivo da Vale,Samir Arap Sobrinho, destacou que a companhia pretende ampliar os investimentos no terminal e continuar contribuindo para o desenvolvimento econômico da região. “Queremos não só continuar a fazer os investimentos necessários em modernização e manutenção do terminal, mas também em ampliação. Queremos ajudar o país a crescer. A Vale tem a honra de manter essa relação de respeito, de transparência, sempre com critérios objetivos, atingindo um único objetivo, que é pacificar a relação, gerar riquezas para o país e para o Maranhão”, disse.
Cadeia logística do cobre
O terminal ocupa uma área de aproximadamente 53,6 mil metros quadrados no Porto do Itaqui, em São Luís (MA), e integra a cadeia logística da Vale voltada à exportação do concentrado de cobre produzido nas minas de Sossego, em Canaã dos Carajás (PA), e Salobo, em Marabá (PA), ambas no Complexo Minerador de Carajás. As duas unidades produziram, juntas, em 2025, um total de 293 mil toneladas de cobre concentrado, um aumento de 10,5% em relação a 2024.
A estrutura inclui armazéns de concentrado de cobre, pátio ferroviário e edificações de apoio às operações portuárias. O terminal é dedicado à movimentação de carga própria da empresa, com alto valor agregado e elevada competitividade no mercado internacional.
Nos últimos 15 anos, o volume anual movimentado no terminal mais que dobrou, passando de cerca de 420 mil toneladas, em 2010, para quase 1 milhão de toneladas, em 2025.
Transição energética
A prorrogação do contrato ocorre em um momento de expansão da produção de cobre da Vale. O metal tem papel central na transição energética global, sendo usado em turbinas eólicas, painéis solares, redes elétricas inteligentes e veículos elétricos, que podem usar até quatro vezes mais cobre do que automóveis convencionais.
A estrutura logística no Porto do Itaqui também apoia o plano da companhia de ampliar sua produção global de cobre, com meta de alcançar 700 mil toneladas até 2035.
Compareceram ao evento o diretor-presidente da ABTP, Jesualdo Silva, a diretora executiva da ATP, Gabriela Costa, o diretor da Antaq, Alber Furtado, representantes da Marinha do Brasil e executivos da Vale. Representando o MPor, estiveram o secretário nacional de Portos, Alex Ávila, o diretor de Outorgas, Bruno Neri, e a diretora de Gestão Portuária, Ana Bomfim.
Assessoria Especial de Comunicação Social
Ministério de Portos e Aeroportos
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