
O governador Tarcísio de Freitas enviou à Assembleia Legislativa do Estado (Alesp) projetos de lei que reúnem reajuste salarial e novos planos de carreira para as polícias paulistas. A proposta é de aumento linear de 10% nos salários das Polícias Civil, Militar e Técnico-Científica, com regras que facilitam as promoções nos quadros de segurança. A lei começa a valer a partir da aprovação da Alesp e sanção pelo governador.
“Desde o primeiro dia de mandato, trabalhamos pela valorização policial dentro de uma gestão fiscal responsável e equilibrada. O objetivo é garantir melhores salários aos profissionais que atuam incansavelmente para combater o crime proteger a população. A valorização vem não só com reajuste salarial, mas com novas regras que facilitam a progressão nas carreiras de todos os policiais”, disse o governador Tarcísio de Freitas.
Durante a atual gestão, o reajuste médio acumulado para todas as carreiras policiais já alcança 35%, ou seja, cerca de 21 pontos percentuais acima da inflação registrada entre 2023 e 2025, período em que o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), medido pelo IBGE, somou aproximadamente 14%. A atual gestão também incorporou ao orçamento o aumento concedido em 2022, elevando o impacto total para cerca de 55%.
Com o reajuste e a reestruturação do plano de carreira da Polícia Militar, o Estado reforça a valorização dos profissionais. O estado ainda mantém uma das menores alíquotas de contribuição previdenciária, 10,5%, o que resulta em maior rendimento líquido em comparação com outros estados.
Em relação aos planos de carreira, a meta é garantir mais previsibilidade aos policiais. De acordo com o projeto de lei apresentado pelo governador, na Polícia Militar, as novidades incluem a promoção, neste ano, de 10,6 mil soldados de 2ª classe para 1ª classe, sendo 80% deles promovidos imediatamente, outros 12% até julho e 8% até dezembro. Para os demais postos e graduações, os efeitos práticos de promoção e as janelas de ascensão na carreira começam ainda em 2026, a partir da regulamentação do quadro de vagas. O impacto orçamentário deste ano deverá ser de R$ 15 milhões.
Já para a Polícia Civil, a proposta aperfeiçoa o modelo atual, que combinava antiguidade e merecimento, ao reforçar parâmetros objetivos para a evolução funcional. As promoções para todas as carreiras passam a considerar requisitos como tempo de serviço, avaliação de desempenho mais criteriosa, conclusão de curso de aperfeiçoamento e ausência de penalidades disciplinares. A partir de 2027, serão seis anos na progressão da 3ª para a 2ª classe, 12 anos de progressão para a 1ª classe e 18 anos no avanço para a classe especial, sem limitação de vagas. Antes se esperava até mais de 30 anos para chegar à classe especial. O impacto financeiro mensal é estimado em R$ 3,6 milhões.