
Com o objetivo de capacitar e expandir o conhecimento das agricultoras familiares da região da Zona da Mata, ofertando a elas mais uma oportunidade de renda, o Governo da Paraíba, por meio da Central de Beneficiamento e Comercialização da Agricultura Familiar e Economia Solidária (CBCAFES), em Sapé, equipamento público vinculado à Secretaria Executiva de Economia Solidária, realizou mais uma Oficina de Macramê, fruto do aprendizado das mulheres que foram capacitadas no ano passado, em Mari.
A entrega dos certificados ocorreu nessa quinta-feira (18), na Associação dos Trabalhadores Rurais do Assentamento Padre Gino, no município de Sapé. A iniciativa integra as atividades em alusão ao Mês da Mulher.
Aproximadamente 20 mulheres da agricultura familiar e do artesanato aprenderam os primeiros passos da tipologia macramê. A oficina teve a parceria da Secretaria Municipal de Agricultura e Pesca de Sapé e da Empaer.
De acordo com o gerente executivo dos Equipamentos Públicos de Economia Solidária, Pedro Santana, a oficina foi uma importante iniciativa do Governo do Estado, em que proporcionou saberes, é fruto de um processo de construção coletiva. “No ano passado, promovemos um intercâmbio trazendo uma artesã de Araruna, e hoje vemos o resultado concreto: aquelas mulheres que tiveram o primeiro contato com o artesanato agora se tornam multiplicadoras, repassando seus conhecimentos para outras artesãs da região. Isso demonstra, na prática, a força da economia solidária, onde o conhecimento é compartilhado, as oportunidades são ampliadas e ninguém cresce sozinho”.
A agricultora Jaci Nascimento Rodrigues, de 38 anos, enfatizou que, “a oficina veio para tirar as mulheres de casa, aprender e abrir a mente, porque a mulher não significa só estar só cuidando de casa, de marido, de filho, mas sim de um novo aprendizado e de um lazer”.
Secretário municipal de Sapé, Lenilton Leôncio, enfatizou a importância da parceria entre o Governo do Estado e a Prefeitura. “É extremamente importante para levar qualificação às mulheres da zona rural. Quando a gente investe na especialização do artesanato, está valorizando um produto feito à mão, com qualidade, e fortalecendo um comércio mais justo. Essa é a primeira de muitas ações que ainda virão”.
A integrante da Associação Mãos de Pérola e agricultora Maria Verônica afirmou: “Eu tinha muita vontade de aprender a fazer macramê, essa oficina veio para realizar o meu sonho”.
Francisca dos Santos, moradora do Assentamento Tiradentes, em Mari, uma das ministradoras da oficina, afirmou ser gratificante trazer essa experiência e trocar saberes. “Desde os nove anos, eu já fazia varanda de rede, só que não sabia que a tipologia era macramê. Foi há pouco tempo, quando a gente participou de uma oficina, que descobri o nome dos pontos, porque antes não tinha esse conhecimento, e que era uma peça valorizada. Aqui a gente tem três públicos: dois assentamentos, além de pessoas da cidade e do campo. Essa troca é muito boa. Para mim é muito importante. E, com certeza, a gente aprende muito mais. Às vezes a gente vem com a intenção de ensinar, mas acaba descobrindo coisas que nem imaginava. Isso é muito gratificante”.
A coordenadora da CBCAFES, Kallidyany Nunes, comentou que “essas oficinas significam oportunidade que o Governo do Estado vem proporcionando as artesãs e as agricultoras locais dos empreendimentos da Economia Solidária. Então, as oficinas vêm melhorar e ampliar a renda delas”.
A próxima turma está prevista acontecer até o final de março, no Assentamento Boa Vista, em Sapé.















