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CETAS: do resgate à reabilitação, o caminho de volta à natureza

Entre 2021 e 2025, mais de 58 mil animais resgatados chegaram aos Centros de Triagem de Animais Silvestres (CETAS) do Estado, unidades geridas pelo...

Praiabook
Por: Praiabook Fonte: Secom Bahia
19/03/2026 às 22h07
CETAS: do resgate à reabilitação, o caminho de volta à natureza
Foto: Matheus Lemos/Inema|Sema

Entre 2021 e 2025, mais de 58 mil animais resgatados chegaram aos Centros de Triagem de Animais Silvestres (CETAS) do Estado, unidades geridas pelo Instituto do Meio Ambiente e Recursos Hídricos (Inema). Desses, muitos, após a reabilitação, conseguem retornar à natureza, resultado de um trabalho técnico essencial e contínuo desenvolvido pelas equipes especializadas.

Espécies como jiboia (Boa constrictor), sariguê-orelha-branca (Didelphis albiventris), sanhaço-cinzento (Thraupis sayaca), coruja-buraqueira (Athene cunicularia), caburé (Glaucidium brasilianum) e coral-verdadeira (Micrurus ibiboboca) estão entre as que chegam às unidades e passam por preparação para soltura. Nesse processo, os animais são submetidos à avaliação veterinária, recebem cuidados clínicos e passam por acompanhamento técnico especializado até estarem plenamente reabilitados e aptos a retornar com segurança ao seu habitat natural.

Para ampliar o panorama do trabalho e da rotina nos CETAS, a gestora do Cetas Pituaçu e veterinária, Marta Calazans, destaca que “o Centro não é um equipamento finalístico, mas um equipamento meio, fundamental para recepcionar e atender animais silvestres que precisam de ajuda, além de atuar em políticas públicas, no combate ao tráfico de animais silvestres e na educação ambiental”.

A soltura dos animais ocorre semanalmente e acontece em áreas previamente avaliadas e adequadas para cada espécie, como as Áreas de Soltura de Animais Silvestres (ASAS). “Cada espécie tem um tipo de ambiente ideal. A soltura não pode acontecer em qualquer lugar. A gente analisa se o local tem alimentação adequada, vegetação e condições ambientais que permitam o equilíbrio do ecossistema”, explica a gestora.

De acordo com a Portaria Inema nº 22.129/2021, essas áreas devem apresentar remanescentes vegetacionais significativos, corpos d’água e registro no CEFIR, sendo classificadas em três categorias: ASAS I (soltura imediata), ASAS II (soltura com aclimatização) e ASAS III (soltura com necessidade de readaptação).

Nesta sexta-feira (20), 50 animais serão reintroduzidos ao seu habitat natural. A veterinária do CETAS, Joseana Lima, que acompanha todo o processo desde a chegada até a reabilitação, detalha o trabalho realizado antes da soltura. “São 50 animais oriundos de apreensões, resgates e entregas voluntárias. Nosso trabalho é garantir que todos estão aptos a retornar à natureza, que consigam voar de forma independente, se alimentar sozinhos e buscar recursos no ambiente natural, garantindo uma vida plena em liberdade”, afirma.

CETAS

Com unidades em Salvador e Cruz das Almas, além de uma terceira em fase de construção em Barreiras, os CETAS do Inema realizam o resgate de animais silvestres e recebem indivíduos por entrega voluntária, apreensões decorrentes de fiscalização, vítimas de maus-tratos ou de outras situações que demandem atendimento especializado, com foco na reabilitação e retorno à natureza.

Disque Fauna (Resgate)

Ao encontrar um animal silvestre ferido, fora de seu habitat natural ou em áreas urbanas como rodovias, praças e residências, ou para realizar entrega voluntária, o resgate pode ser solicitado pelo WhatsApp do CETAS: (71) 99661-3998.

Fonte: Ascom/Inema|Sema

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