Celebrado nesta quinta-feira, 26 de março, o Dia do Cacau reafirma o protagonismo da Bahia na produção nacional. O estado é responsável por cerca de 60% do cacau produzido no país, com forte concentração nas regiões sul e baixo sul. Nesse contexto, políticas públicas voltadas à agricultura familiar vêm consolidando avanços importantes em produtividade, geração de renda e sustentabilidade. Entre elas, destaca-se o programa Cacau+, executado no território do Baixo Sul e que, a partir de 2026, será ampliado para outros territórios da Bahia.
Executado pelo Consórcio Intermunicipal do Mosaico das APAs do Baixo Sul, em parceria com o Governo do Estado, por meio da Companhia de Desenvolvimento e Ação Regional (CAR) e da Superintendência Baiana de Assistência Técnica e Extensão Rural (Bahiater), o programa encerrou o ciclo 2022–2025 com resultados expressivos. Ao todo, foram atendidas 2.400 famílias agricultoras, fortalecendo a produção e a organização produtiva no território.
Os impactos no campo são evidentes. A produção de cacau registrou crescimento superior a 50% no período, enquanto a produtividade média praticamente dobrou, resultado do acesso à assistência técnica, da recuperação de lavouras e da adoção de tecnologias. Esse avanço se reflete diretamente no aumento da renda e na melhoria das condições de trabalho das famílias agricultoras.
Outro ponto importante foi a mudança no perfil produtivo das propriedades, com redução significativa das áreas de baixa produtividade e ampliação do número de produtores em níveis mais elevados de produção. O cenário aponta para maior estabilidade econômica e fortalecimento da cacauicultura na região. Para o diretor-presidente da CAR, Jeandro Ribeiro, os resultados demonstram a força da integração entre assistência técnica e investimento produtivo. “O Cacau+ mostra que, quando assistência técnica, investimento e organização territorial caminham juntos, o resultado aparece diretamente na renda das famílias e no fortalecimento da cadeia produtiva do cacau.”
O presidente do Consórcio Intermunicipal do Mosaico das APAs do Baixo Sul, Leonardo Cardoso, destaca que a experiência do território se tornou referência. “O programa consolidou um modelo de atuação que alia produtividade, sustentabilidade e governança territorial, com impacto direto na economia dos municípios.”
Na prática, os resultados também são percebidos no cotidiano das famílias agricultoras. O produtor Jocivaldo Conceição, beneficiário da iniciativa, relata que o acompanhamento técnico trouxe novos conhecimentos para a lavoura. “Aprendemos muita coisa que a gente não conhecia, como o controle de pragas e doenças, o que melhorou bastante a produção.”
Novo ciclo amplia alcance em 2026
Para 2026, o programa avança para o Ciclo II, estruturado em duas etapas. A primeira, denominada Cacau+ Produtividade, beneficiará 2.600 famílias, com a meta de elevar a produtividade média para 80 arrobas por hectare. A segunda etapa, Cacau+ Sustentabilidade, atenderá 800 famílias que já alcançaram melhores níveis de produção,
com foco na qualidade das amêndoas, incluindo fermentação, secagem e expansão de áreas em sistemas agroflorestais. Ao todo, serão 3.400 famílias atendidas nesta nova etapa.
Investimentos fortalecem a cacauicultura
Além da ampliação do programa Cacau+, prevista para 2026, o Governo do Estado também prepara o lançamento do edital da CAR Cacau e Chocolate da Bahia. A iniciativa articula investimentos em pós-colheita, fermentação, secagem, assistência técnica e acesso ao crédito, com foco na melhoria da qualidade das amêndoas e no fortalecimento da agroindustrialização.
Esse movimento impulsiona marcas de chocolate da agricultura familiar baiana, como Bahia Cacau, Natucoa e Terra Vista, que vêm ganhando reconhecimento pela qualidade e pelo valor agregado, resultado de investimentos que vão desde a base produtiva até a comercialização.
Novas regras devem ampliar a demanda por cacau
Outro fator que anima O setor é a aprovação, na Câmara dos Deputados, do Projeto de Lei nº 1.769/2019, que estabelece novos critérios para a comercialização de chocolate no Brasil. A proposta define um mínimo de 35% de sólidos totais de cacau no chocolate tradicional e 25% no chocolate ao leite, além de estabelecer percentuais mínimos para o cacau em pó e tornar obrigatória a informação do teor de cacau na parte frontal das embalagens.
A medida tende a corrigir distorções históricas do mercado e ampliar a demanda por massa de cacau produzida no país, especialmente em estados como a Bahia, onde a agricultura familiar responde por cerca de 80% dos estabelecimentos produtores
Fonte
Ascom/CAR
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