Nesta segunda-feira (30), a Área de Proteção Ambiental (APA) Lago de Sobradinho completa 20 anos. Criada pelo Decreto Estadual nº 9.957, em 30 de março de 2006, a APA foi instituída com foco na proteção da qualidade ambiental do lago e de seus tributários, além da ordenação do uso do território no entorno.
Com cerca de 1 milhão de hectares, a unidade abrange os municípios de Casa Nova, Pilão Arcado, Remanso, Sento Sé e Sobradinho, inserida na sub-bacia do Baixo Médio São Francisco. A área está totalmente localizada no bioma Caatinga, único exclusivamente brasileiro e reconhecido pela sua biodiversidade adaptada às condições de clima semiárido.
Nesse cenário, o Lago de Sobradinho se destaca como elemento central para o equilíbrio ambiental e socioeconômico da região, sustentando atividades como pesca, agricultura irrigada e geração de energia. Ao mesmo tempo, a APA cumpre um papel estratégico na proteção de ecossistemas e no apoio às comunidades tradicionais que dependem diretamente desses recursos.
A gestora da unidade, Sindi Campos, destaca a relevância desse conjunto ambiental: ‘‘O Lago de Sobradinho, associado à flora e à fauna, sustenta diversas atividades econômicas no território que abrange cinco municípios.’’
Ela também reforça a importância da APA em um contexto marcado por adversidades climáticas: ‘‘A APA funciona como um oásis no semiárido baiano, marcado por clima quente, baixa pluviosidade e pela presença de comunidades tradicionais.’’
Apesar da importância ambiental, a APA enfrenta desafios históricos relacionados à pressão sobre os recursos naturais. Entre os principais problemas identificados estão os desmatamentos, as queimadas e ocupações em áreas de preservação permanente.
Diante desse cenário, o ordenamento do uso do solo e dos recursos hídricos se torna um dos principais focos da gestão. ‘‘O principal desafio é o controle do uso do solo e dos recursos hídricos, diante da diversidade de atividades e da dimensão do território’’, explica Sindi.
Como estratégia de fortalecimento, a APA foi contemplada por iniciativas de conservação em nível nacional, incluindo projetos voltados à proteção da Caatinga e ao fortalecimento das unidades de conservação, como o Projeto Arca, que atua na ampliação da gestão e da preservação ambiental no bioma.
Além disso, a elaboração do Plano de Manejo surge como um passo fundamental para orientar o futuro da unidade. ‘‘O Plano de Manejo será essencial para definir normas, zoneamento e estratégias, garantindo o equilíbrio entre conservação e uso sustentável’’, completa a gestora.
Fonte: Ascom/Inema
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