Após recusarem convite para comparecer àComissão de Constituição e Justiça (CCJ) da Câmara Legislativa, nesta terça-feira (7), o presidente doBanco de Brasília (BRB), Nelson Souza, e o atual secretário adjunto de Economia, Daniel Izaías de Carvalho, foram formalmente convocados pelo colegiado para prestar esclarecimentos. Osdois requerimentos de convocação aprovados hoje— Req. nº 2724/2026 e Req. nº 2725/2026 — são de autoria do presidente da Comissão, deputadoThiago Manzoni (PL), e incluem também o secretário deEconomia, Valdivino Oliveira.
O parlamentar explicou que a opção inicial pelo envio de convites a Nelson Souza e Daniel Izaías foi um gesto de boa-fé institucional, com o objetivo de assegurar o diálogo com o Governo do Distrito Federal. Segundo ele, havia um compromisso público de que ambos compareceriam à reunião desta terça. “Lamentavelmente, esse compromisso não foi honrado. O não comparecimento, especialmente diante da gravidade dos fatos, não é apenas um desrespeito a esta comissão. É, sobretudo, um desrespeito ao cidadão do Distrito Federal, que tem o direito de saber o que está acontecendo com o BRB”, enfatizou Manzoni.

A nova data da audiência pública será informada posteriormente. Os integrantes da CCJ aguardam os desdobramentos da auditoria que está sendo realizada no BRB para definir o melhor momento. O deputadoFábio Felix (PSOL), contudo, solicitou que a decisão ocorra ainda no início da próxima semana. Já o deputadoChico Vigilante (PT)pediu que o plenário da Câmara Legislativa seja reservado para ouvir as autoridades convocadas.
Félix considerou lamentável a ausência de Souza e Carvalho, ainda mais diante de novas informações divulgadas na imprensa sobre a compra de ativos do Banco Master. “É muito importante que a CCJ tome providências. Queremos saber qual é a real situação do BRB. É isso que as pessoas perguntam nas ruas”, afirmou o distrital.
Vigilante também enfatizou que o presidente do BRB deve explicações e que não cabe a ele definir o cronograma da comissão. “Está aí na imprensa que o BRB comprou R$ 1,5 bilhão da Reag após a operação Carbono Oculto, que revelou que essa empresa está envolvida com o crime organizado”, afirmou.
Nova gestão
Após a aprovação dos requerimentos, Thiago Manzoni fez questão de ressaltar a mudança recente no comando do GDF e comentou que a governadora Celina Leão já adotou medidas relevantes relacionadas ao BRB, como o afastamento de dirigentes. “É uma providência acertada, que demonstra sensibilidade institucional e compromisso com a lisura da administração pública. Não tenho dúvida de que a governadora se empenhará pessoalmente para que esses esclarecimentos sejam prestados”, declarou.
O deputado destacou, contudo, que é necessário avançar na fiscalização e que a sociedade exige respostas claras sobre a real situação econômico-financeira do BRB.
“Precisamos conhecer os critérios que embasaram decisões recentes de grande magnitude, os processos internos de governança e controle e eventuais responsabilidades que possam ter causado prejuízos ao banco. Não se trata de politização, mas de agir com responsabilidade”, concluiu Manzoni.
Bruno Sodré - Agência CLDF
Economia Empresário Antonio Eustáquio de Oliviera é homenageado com título de Cidadão Honorário de Brasília
Economia Projeto que retira imóveis do plano de capitalização do BRB repercute no plenário da CLDF
Economia Comissão aprova cancelamento de alvará de estabelecimentos que falsificarem bebida
Economia Câmara sedia entrega do Prêmio Ser Mulher para lideranças femininas do DF
Economia CAS aprova programa de reinserção de idosos no mercado de trabalho no DF
Economia Presidente do BRB participa de audiência pública na CCJ nesta terça-feira (7) Mín. 16° Máx. 21°
Mín. 16° Máx. 19°
ChuvaMín. 15° Máx. 16°
Chuvas esparsas