O agronegócio paulista registrou superávit de US$ 6,45 bilhões nos quatro primeiros meses de 2026. Exportações que somaram US$ 8,47 bilhões impulsionaram o resultado, frente a US$ 2,02 bilhões em importações. No primeiro quadrimestre, o setor respondeu por 39% do total das exportações do estado, enquanto as importações representaram 7,1% do total estadual.
“O agro paulista segue mostrando sua força mesmo em um cenário internacional desafiador. O crescimento das exportações de carnes, soja e produtos florestais mostra a competitividade do nosso produtor, a qualidade da nossa produção e a capacidade de São Paulo de seguir abrindo mercados e gerando superávit para a economia brasileira”, destacou o secretário de Agricultura e Abastecimento do Estado de São Paulo, Geraldo Melo Filho.
O mês de abril de 2026 registrou exportações de US$ 2,40 bilhões. O diretor da APTA, Carlos Nabil, afirma que este resultado é 10,4% superior ao observado no mesmo mês do ano anterior: “Apesar das oscilações do mercado internacional, abril mostrou recuperação nas exportações do agro paulista, com destaque para carnes, produtos florestais e soja”.
O complexo sucroalcooleiro foi responsável por 21,8% do total exportado pelo agro paulista, totalizando US$ 1,85 bilhão. Deste total, o açúcar representou 94,1% e o álcool etílico, etanol, 5,9%. O setor de carnes veio logo em seguida com 16,7% das vendas externas do setor, totalizando US$1,42 bilhão, com a carne bovina respondendo por 82,9%.
Produtos florestais representaram 13,5% do volume exportado, com US$1,14 bilhão, com 66,3% de celulose e 27,9% de papel. O complexo soja, teve participação de 12,8% do total exportado, registrando US$1,08 bilhão, 85,3% referentes à soja em grão e 9,1% de farelo de soja.
Sucos responderam por 7,9% de participação, somando US$671,82 milhões, dos quais 96,5% são referentes ao suco de laranja. Esses cinco grupos representaram, em conjunto, 72,9% das exportações do agronegócio paulista.
E na sexta posição fica o café, com 6,6% de participação na pauta de exportações, somando US$556,52 milhões, 68,4% referentes ao café verde e 27,5% de café solúvel.
Vale dizer que as variações de valores, em comparação com o mesmo período do ano passado, apontaram aumentos das vendas para os grupos de produtos florestais (+18,7%), carnes (+16,8%), complexo soja (+9,2%) e quedas nos grupos de sucos (-39,7%), sucroalcooleiro (-14,8%) e café (-14,9%). Essas variações nas receitas do comércio exterior são derivadas da composição das oscilações tanto de preços como de volumes exportados.
A China segue sendo o principal destino das exportações, com 27% de participação, adquirindo principalmente produtos do complexo soja, carnes, florestais e fibras têxteis. A União Europeia vem em seguida com 15,3% de participação, e os Estados Unidos somaram 10,3% de participação.
No cenário nacional, o agronegócio paulista ocupa o 2º lugar no ranking de exportações, com 15,5% de participação, logo atrás de Mato Grosso (20,7%).
A análise da balança comercial do agronegócio paulista é elaborada mensalmente pelo diretor da Apta, Carlos Nabil Ghobril, e os pesquisadores José Alberto Ângelo e Marli Dias Mascarenhas Oliveira, do Instituto de Economia Agrícola (IEA-Apta), vinculado à Secretaria de Agricultura e Abastecimento de São Paulo.
Veja o vídeo do Diretor da APTA, Carlos Nabil Ghobril, comentando o resultado da balança nos quatro primeiros meses de 2026:
São Paulo Trem Intercidades (TIC) do Governo de SP vai transformar a rotina de quem vive entre Campinas e São Paulo
São Paulo USP desenvolve metodologia para mapear vulnerabilidades urbanas e apoiar políticas públicas
São Paulo Boletim – 17/05 – 8h – explosão na zona oeste da capital
Bahia Governo da Bahia mobiliza órgãos estaduais em apoio às vítimas de desabamento em Salvador
Bahia Em Valente, 13ª feira da agricultura familiar movimenta economia do Semiárido baiano
São Paulo Governo de SP lança plataforma para atrair investimentos ambientais e alinhar conservação à agenda ESG Mín. 16° Máx. 21°
Mín. 16° Máx. 19°
ChuvaMín. 15° Máx. 16°
Chuvas esparsas