Cerca de 25 conselheiros da Área de Proteção Ambiental (APA) Joanes-Ipitanga participaram, nesta semana, de um curso de capacitação promovido pelo Instituto do Meio Ambiente e Recursos Hídricos (Inema) sobre restauração ecológica e recuperação de áreas degradadas. A atividade tem como foco o fortalecimento das ações relacionadas ao licenciamento, fiscalização, gestão de unidades de conservação e demais atividades florestais associadas ao bioma Mata Atlântica e seus ecossistemas.
A capacitação está sendo realizada na sede da Fundação Terra Mirim, em Simões Filho, com carga horária de 32 horas. O conteúdo é ministrado pelo doutor em Ecologia e servidor do Inema Dary Rigueira e está organizado em cinco blocos temáticos: embasamento teórico, diagnóstico ambiental, identificação e aplicação de técnicas adequadas de restauração, monitoramento de projetos e análise de estudos de caso.
Ao longo da programação, os participantes discutem diferentes metodologias aplicadas à recuperação ambiental, considerando aspectos ecológicos, estruturais e de viabilidade técnica. Também são abordados parâmetros utilizados na definição de estratégias de restauração em áreas degradadas, incluindo processos de regeneração natural e monitoramento ambiental.
“Essa capacitação contribui para ampliar o conhecimento técnico relacionado às atividades desenvolvidas no âmbito do conselho gestor, especialmente em análises ligadas à conservação ambiental e à gestão participativa da unidade de conservação. Os estudos de caso apresentados durante o curso também favorecem a troca de experiências entre representantes de diferentes instituições que atuam na região da bacia hidrográfica dos rios Joanes e Ipitanga”, explica o gestor da APA Joanes-Ipitanga, Geneci Braz de Sousa.
A aula de encerramento aconteceu nesta sexta-feira (15), com uma atividade de campo voltada à observação de áreas com diferentes níveis de degradação ambiental e processos de restauração ecológica. Durante a visita, os participantes terão contato com aspectos relacionados à regeneração natural de espécies nativas, aos diferentes estágios sucessionais da Mata Atlântica e às espécies vegetais utilizadas em projetos de recuperação ambiental na região.
Outras capacitações técnicas estão previstas para o Conselho Gestor da APA Joanes-Ipitanga ao longo do ano, entre elas o curso de Formação em Gestão Participativa de Unidades de Conservação, programado para o segundo semestre. Também devem ser realizadas atividades técnicas complementares e visitas de campo voltadas ao aprofundamento do conhecimento sobre a unidade de conservação.
Sobre a APA Joanes-Ipitanga
Criada por meio do Decreto Estadual nº 7.596 em 1999, a APA Joanes-Ipitanga é uma unidade de conservação de uso sustentável voltada à preservação das nascentes, mananciais e reservatórios dos rios Joanes e Ipitanga, além da proteção da região estuarina associada aos cursos d’água. A unidade também tem como finalidade a conservação e recuperação dos ecossistemas existentes na área, por meio de processos participativos de gestão ambiental.
A APA abrange áreas dos municípios de Salvador, Lauro de Freitas, Camaçari, Simões Filho, Dias d'Ávila, Candeias, São Francisco do Conde e São Sebastião do Passé, reunindo remanescentes de Mata Atlântica, manguezais, restingas e dunas.
A importância ambiental da APA Joanes-Ipitanga está diretamente relacionada à proteção das bacias hidrográficas dos rios Joanes e Ipitanga, responsáveis por cerca de 40% do abastecimento de água de Salvador e da Região Metropolitana (RMS), considerando o uso compartilhado do território e suas características socioambientais.
Fonte: Ascom/Inema
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