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Oficinas durante Caravana Bahia Sem Fogo sensibilizam moradores em Andaraí
A sensibilização de jovens e adultos para a prevenção aos incêndios florestais e o fortalecimento da educação ambiental marcaram as oficinas realiz...
18/05/2026 14h41
Por: Praiabook Fonte: Secom Bahia

A sensibilização de jovens e adultos para a prevenção aos incêndios florestais e o fortalecimento da educação ambiental marcaram as oficinas realizadas neste sábado (16), no Centro de Integração da Assistência Social Noélia Maria de Oliveira Souza e na Associação de Moradores de Salobrinho, em Andaraí, durante a passagem da Caravana Bahia Sem Fogo (BSF) pela Chapada Diamantina.

Pela manhã, cerca de 30 adolescentes, com idades entre 12 e 16 anos, do Núcleo de Cidadania de Adolescentes (Nuca) de Andaraí, participaram de uma atividade voltada à reflexão sobre a relação entre sociedade, território e o uso do fogo, a partir de uma metodologia baseada no diálogo e na construção coletiva.

As discussões também contaram com a participação de bombeiros militares, brigadistas e integrantes da equipe da Caravana. Segundo Tamires Brito, da Coordenação de Gestão da Biodiversidade (CGBio) do Instituto do Meio Ambiente e Recursos Hídricos (Inema), a proposta busca estimular a participação e aproximar os jovens do tema por meio de uma metodologia mais dinâmica.

“Quando chegamos com uma conversa mais formal, muitos ficam tímidos e retraídos. Por isso, buscamos uma metodologia inspirada no Café Mundial, com grupos menores e apoio dos técnicos da caravana, criando um espaço mais confortável para que eles possam falar, refletir e compartilhar suas experiências sobre o uso do fogo”, explicou.

Também integrante da CGBio do Inema, Lais Ramos destacou que a dinâmica fortalece o diálogo e amplia a troca entre participantes e instituições envolvidas na ação. “Nos grupos menores, conseguimos construir uma aproximação maior e compreender a realidade de cada território. É uma troca em que as pessoas compartilham vivências, experiências e alternativas que já utilizam no cotidiano”, afirmou.

Tamires acrescentou que o compartilhamento de experiências entre os próprios participantes também contribui para ampliar a compreensão sobre práticas alternativas ao uso do fogo. “Muitas vezes, eles já utilizam uma prática alternativa, mas não reconhecem dessa forma. Quando escutam alguém do próprio território falando sobre isso, percebem que pode funcionar e que essas experiências podem ser replicadas”, completou.

Divididos em três grupos, os estudantes participaram de uma dinâmica voltada à troca de experiências e à construção coletiva de soluções relacionadas à realidade local. A partir de questões como “Em que situações o fogo é utilizado na comunidade e por quê?” e “Quais alternativas ao uso do fogo podem funcionar aqui?”, os jovens compartilharam vivências e percepções sobre a presença desse recurso no cotidiano. Em cartazes, registraram palavras e expressões ligadas ao uso do fogo em atividades como a agricultura e práticas tradicionais relacionadas à construção, reconhecendo sua importância histórica e refletindo sobre a necessidade de conhecimento e uso responsável.

Entre os participantes da oficina promovida pelo programa Bahia Sem Fogo, o estudante Raul Guedes, de 16 anos e morador de Andaraí, falou sobre o aprendizado adquirido durante a atividade. “O principal aprendizado foi entender a importância de usar o fogo da forma correta e ter consciência dos riscos que ele pode trazer para a nossa região. A gente aprendeu sobre os impactos das queimadas, principalmente em um território onde o turismo é muito importante, e agora a ideia é levar esse conhecimento para casa, compartilhar com a família e também com os colegas que não puderam participar”, afirmou.

No período da tarde, a oficina foi realizada na comunidade de Salobrinho, desta vez com a participação de adultos, que refletiram sobre práticas tradicionais relacionadas ao uso do fogo no território, discutindo seus impactos, aplicações e a importância de alternativas mais seguras.

A soldada BM Kadyana, do 11º Batalhão de Bombeiros Militar (BBM), destacou a importância das ações de educação preventiva como ferramenta de aproximação dos jovens com as estratégias de prevenção e combate aos incêndios florestais, reforçando a necessidade de ampliar espaços de escuta, diálogo e troca com as comunidades.

“A atividade preventiva precisa ir muito além da transmissão de informações e regras de segurança. É importante criar espaços como esse, de troca e interação, onde a gente possa ouvir os jovens, conhecer a realidade deles e entender quais práticas relacionadas ao uso do fogo fazem parte do cotidiano das comunidades. Trabalhamos de forma dinâmica e lúdica para discutir alternativas ao uso do fogo e medidas de prevenção, despertando o senso de responsabilidade. A ideia é que eles levem esse aprendizado para casa, compartilhem com suas famílias e se tornem protagonistas na proteção do meio ambiente e da própria comunidade”, afirmou.

Fechando a programação de sensibilização no terceiro município visitado, as equipes realizaram uma panfletagem em Itaitu, durante a feira literária, levando informações e orientações sobre prevenção aos incêndios florestais e cuidados com o meio ambiente.

Caravana Bahia Sem Fogo

Percorrendo 14 municípios da Chapada Diamantina, a Caravana Bahia Sem Fogo promove ações voltadas ao fortalecimento da prevenção, da mobilização social e da atuação integrada nos territórios antes do período mais crítico para ocorrência de incêndios florestais. A programação segue agora pelos municípios de Ibicoara, Barra da Estiva, Rio de Contas, Abaíra, Palmeiras, Iraquara, Morro do Chapéu, Miguel Calmon, Jacobina, Saúde e Jaguarari.

Fonte: Ascom/Inema