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Bahia leva experiências inovadoras em educação midiática a encontro internacional, em São Paulo
A rede estadual da Bahia marca presença no 4º Encontro Internacional de Educação Midiática, realizado nesta quinta-feira (21), em São Paulo, com ex...
21/05/2026 16h37
Por: Praiabook Fonte: Secom Bahia

A rede estadual da Bahia marca presença no 4º Encontro Internacional de Educação Midiática, realizado nesta quinta-feira (21), em São Paulo, com experiências desenvolvidas no Colégio Estadual do Campo Filinto Justiniano Bastos, em Seabra, na Chapada Diamantina, e no Instituto Anísio Teixeira (IAT), órgão ligado à Secretaria da Educação do Estado da Bahia (SEC). Representam a unidade escolar o professor de Língua Portuguesa Reginaldo Silva Araújo e a diretora Águida Rodrigues. A diretora de Inovação e Tecnologia do IAT, Carla Aragão, por sua vez, participa de debates sobre educação digital, formação crítica e inovação pedagógica.

No painel “Educação midiática para todos – exemplos práticos”, Reginaldo Araújo apresentou o projeto “Games transformadores: unindo mundos étnico-raciais e cidadãos”, desenvolvido com estudantes do Ensino Médio e de cursos técnicos. A iniciativa utiliza jogos produzidos com materiais recicláveis para discutir racismo, discurso de ódio, fake news e convivência digital, articulando educação midiática, relações étnico-raciais e protagonismo estudantil. O trabalho também incentiva reflexões sobre o uso consciente das redes sociais, da Inteligência Artificial (IA) e das tecnologias digitais no cotidiano escolar.

A diretora Águida Rodrigues levará ao encontro a experiência do Café das Origens, ação pedagógica e cultural criada no ambiente escolar para fortalecer o resgate das ancestralidades negras e indígenas dos estudantes das escolas do campo. O projeto reúne arte, literatura, cultura local e estudos sobre a história do café, promovendo pertencimento, valorização identitária e integração entre diferentes áreas do conhecimento. “Seu diferencial é a valorização das manifestações culturais locais em seus diversos aspectos e dar protagonismo aos estudantes. É um projeto que nasceu do olhar crítico para uma atividade pedagógica que estava ‘escondida’ em uma sala de aula”, destacou.

O Café das Origens, ainda segundo a gestora, atende às leis n° 10.639/2003 e 22.645/3008 de forma mais profunda ao agregar outros projetos e discussões que ocorrem em todos os componentes curriculares. “Ele reúne no mesmo espaço os saberes tradicionais e conhecimento acadêmico sem hierarquia, possibilitando o enriquecimento do público e novas possibilidades de estudos”, complementou.

O Colégio Estadual do Campo Filinto Justiniano Bastos tem acumulado reconhecimento nacional por iniciativas voltadas à cidadania digital e à educação midiática. Em fevereiro deste ano, o professor Reginaldo Araújo, a estudante Poliana Fraga e a diretora Águida Rodrigues ganharam, em São Paulo, o 1º lugar no Prêmio Cidadania Digital em Ação, promovido pela SaferNet Brasil e pelo Governo do Reino Unido. O docente também conquistou a 2ª colocação como orientador da estudante Deane Mendes no 6º Concurso Cultural Jovem Jornalista, promovido pelo Jornal A Tarde, enquanto a estudante Poliana ingressou no curso de Jornalismo da UNEB, após participar das ações desenvolvidas pela escola.

IAT apresenta experiências da Bahia em educação digital

A programação do evento, em São Paulo, também conta com a participação de Carla Aragão no painel “Desafios da curricularização da educação midiática – do conceito à prática”. O IAT apresentará as experiências da SEC na implementação da educação digital e midiática nas escolas estaduais, incluindo o Projeto Agência de Notícias na Escola, criado em 2023 para estimular a produção de conteúdos jornalísticos por estudantes, com mediação dos professores. Atualmente, a iniciativa já alcança 313 agências implantadas e outras 180 em fase de implantação nos 27 Territórios de Identidade da Bahia.

Segundo Carla Aragão, a trajetória do projeto está alicerçada em mais de 15 anos de atuação do IAT na formação de professores e produção de mídias estudantis. “O projeto amplia o protagonismo dos estudantes; fortalece competências, como leitura, pesquisa, argumentação e escrita, e promove novas formas de ensinar e aprender por meio das linguagens multimídia. Esse movimento dialoga diretamente com as transformações curriculares e com a construção do Plano de Educação Digital e Inovação Pedagógica da rede estadual”, afirmou.

O encontro deste ano tem como tema central “Inteligência Artificial e a curricularização da educação midiática”, debate impulsionado pela Resolução CNE/CEB nº 2/2025, que tornou obrigatória a educação digital e midiática nos currículos da Educação Básica brasileira.

Fonte: Ascom/SEC