Turismo Turismo
Parque Estadual do Rio Doce lança guia de trilhas para fortalecer turismo de natureza
Parque Estadual do Rio Doce lança guia de trilhas para fortalecer turismo de natureza
26/05/2026 14h12
Por: Praiabook Fonte: Secom Minas Gerais

O Instituto Estadual de Florestas (IEF) lançou o novo Guia de Trilhas do Parque Estadual do Rio Doce (Perd)  com informações detalhadas sobre percursos, níveis de dificuldade, tempo estimado de caminhada, regras de visitação e orientações de segurança para turistas e visitantes sobre o local.

O material reúne trilhas autoguiadas e roteiros que exigem acompanhamento de condutores credenciados, fortalecendo o turismo de natureza e promovendo uma experiência mais segura em uma das mais importantes unidades de conservação de Minas Gerais. A lista de condutores credenciados pode ser consultada  clicando aqui .

Entre os percursos de livre acesso está a Trilha do Vinhático, com 1,3 quilômetro de extensão, que atravessa áreas de Mata Atlântica em regeneração e permite observar diferentes estágios de recuperação florestal após incêndios registrados na década de 1960.

Outra opção é a Trilha do Angico Vermelho, com 1,45 quilômetro e percurso adaptado também para ciclistas, passando por áreas preservadas próximas à Lagoa Dom Helvécio.

Para famílias e visitantes em busca de um passeio mais leve, o guia destaca a Trilha das Crianças, com apenas 182 metros e placas interpretativas sobre fauna e meio ambiente.

Já a Trilha do Pescador combina caminhada e lazer às margens da Lagoa Dom Helvécio, com pontos destinados à pesca recreativa de espécies exóticas, contribuindo para o manejo ambiental dessas populações.

Entre os roteiros com acesso controlado está a Trilha da Carioca, voltada para observação da fauna, birdwatching e educação ambiental, permitida apenas com condutores credenciados.

Robson Santos / Semad-MG


A Trilha Porto Capim também exige acompanhamento especializado e leva os visitantes a áreas preservadas da Mata Atlântica e espaços utilizados para pesquisa científica.

Para os visitantes mais experientes, o parque oferece a Trilha Transperdida, considerada a maior trilha ativa do Perd, com 10,8 quilômetros de extensão e nível elevado de dificuldade. O percurso reúne paisagens naturais, travessias e pontos históricos ligados às pesquisas científicas desenvolvidas na unidade.

O guia também apresenta a Ciclotrilha TransEstalo, inaugurada em 2025, com cerca de 45,9 quilômetros de extensão. O percurso incentiva o cicloturismo e homenageia o jacu-estalo, ave rara e ameaçada de extinção encontrada na Mata Atlântica. A rota é destaque para observação de vida silvestre, incluindo espécies como onça-pintada, onça-parda, anta, tatu-canastra, muriqui-do-norte e sagui-caveirinha.

Além de divulgar os atrativos naturais, o material reforça regras importantes para preservação ambiental, como a proibição de alimentar animais silvestres, fazer fogueiras, retirar plantas, descartar resíduos inadequadamente ou acessar áreas restritas sem autorização.

Segundo o gerente do parque, Vinícius Moreira, a iniciativa busca incentivar o uso público de forma ordenada e sustentável. “O turismo bem planejado se torna uma importante ferramenta de conservação, além de promover geração de renda, ecoturismo e conscientização ambiental”, destacou.

Classificação das trilhas

A classificação dos percursos segue os critérios da norma ABNT NBR 15505:2019, referência nacional para atividades de caminhada em ambientes naturais. A metodologia considera severidade do meio, orientação do percurso, condições do terreno e intensidade do esforço físico, auxiliando os visitantes na escolha das trilhas mais adequadas ao preparo físico e experiência.

Considerado o maior remanescente contínuo de Mata Atlântica de Minas Gerais, o Parque Estadual do Rio Doce é um dos principais destinos de turismo ecológico do estado, reunindo rica biodiversidade, lagoas naturais e importantes áreas voltadas à pesquisa e conservação ambiental.