O Governo de São Paulo vai utilizar uma rede integrada de mais de 90 mil câmeras, imagens de satélite e ferramentas de inteligência artificial para ampliar a capacidade de prevenção e resposta aos incêndios durante a fase vermelha da operação SP Sem Fogo, época de estiagem na qual o número de focos de incêndio crescem em todo o estado. A iniciativa, chamada de Muralha Paulista do Fogo, foi anunciada nesta terça-feira (2) pela Defesa Civil estadual e reforça o monitoramento em tempo real das ocorrências em todo o estado.
Com base na tecnologia da Muralha Paulista, da Secretaria da Segurança Pública, que integra câmeras públicas e privadas para monitoramento de placas, reconhecimento facial e identificação de foragidos, a Muralha do Fogo ampliará a capacidade da Defesa Civil de acompanhar queimadas em tempo real.
Além das imagem do Muralha Paulista, o Muralha do Fogo será alimentado com imagens de todas as concessionárias da Artesp e do DER, que monitoram as principais rodovias do estado, permitindo que o Centro de Gerenciamento de Emergências (CGE) acompanhem os focos ativos de incêndio, ampliando a capacidade de tomada de decisões estratégicas durante as ocorrências.
“Estamos trazendo a experiência da Segurança Pública para ajudar na vigilância contra o fogo. Vamos usar as câmeras da Artesp e do DER, porque a maioria dos incêndios começam nas rodovias. Essas câmeras vão estar integradas à plataforma de monitoramento da Defesa Civil, nosso operador vai conseguir ver a imagem em tempo real e tomar uma decisão rápida, como enviar um avião, por exemplo, antes que o fogo saia de controle”, disse o capitão Maxwell de Souza, diretor de Comunicação da Defesa Civil.
Entre as novas tecnologias pelo Governo de São Paulo para o Programa SP Sem Fogo 2026 está o Painel de Inteligência SP Sem Fogo, que cruza os dados de meteorologia, mapas de risco, ocorrências e monitoramento em tempo real, com uso de Inteligência Artificial, para gerar dados que auxiliem os agentes a tomarem decisões mais rápidas. Além das câmeras do Muralha do Fogo, o sistema é alimentado também com dados de monitoramento via satélite, capaz de identificar focos de incêndio em estágio inicial.
O Muralha Paulista é um dos maiores sistemas integrados de vigilância e inteligência em segurança pública. A tecnologia já reúne mais de 90% das cidades paulistas (604 municípios) e opera 94 mil câmeras interligadas, distribuídas entre leitores de placas (20 mil), equipamentos de reconhecimento facial (7 mil) e dispositivos de monitoramento em tempo real (66 mil).
A integração de tecnologias e bancos de dados permitiu que o número de capturas saltasse de cerca de 60 mil, em 2022, para mais de 82 mil em 2025, evidenciando o impacto direto do programa no combate ao crime.
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