Wednesday, 10 de June de 2026 18:28
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SP investiga novo caso suspeito de Ebola e reforça vigilância na rede estadual

Caso foi notificado nesta quarta-feira (10); Estado atualizou protocolos e capacitou profissionais da rede de saúde

10/06/2026 13h37
Por: Praiabook Fonte: Secom SP
Após o registro do primeiro caso suspeito no país, notificado em São Paulo e posteriormente descartado, a Secretaria de Estado da Saúde intensificou as ações de vigilância epidemiológica
Após o registro do primeiro caso suspeito no país, notificado em São Paulo e posteriormente descartado, a Secretaria de Estado da Saúde intensificou as ações de vigilância epidemiológica

A Secretaria de Estado da Saúde de São Paulo investiga um caso suspeito de doença pelo vírus Ebola, notificado nesta quarta-feira (10), na capital paulista.

A paciente, uma brasileira de 31 anos, foi transferida de um hospital particular da capital para o Instituto de Infectologia Emílio Ribas (IIER), referência nacional para casos suspeitos ou confirmados da doença.

Ela relatou viagem a trabalho à província de Kivu do Norte, no leste da República Democrática do Congo (RDC), desembarcou no Brasil em 6 de junho e apresentou sintomas como diarreia e febre a partir de 9 de junho. A entrada no serviço particular ocorreu também no dia 9 e a transferência foi realizada no início da madrugada desta quarta-feira (10).

A investigação, por meio da Coordenadoria de Controle de Doenças (CCD) e do Centro de Vigilância Epidemiológica “Prof. Alexandre Vranjac” (CVE-SP), foi iniciada porque a paciente preencheu os critérios de definição de caso suspeito, considerando o histórico de viagem a país com áreas de transmissão da doença e os sintomas apresentados.

A paciente está estável e permanece em leito de isolamento no IIER, seguindo os protocolos de biossegurança previstos para esse tipo de situação. Ela apresentou resultado negativo no teste rápido para malária. Até o momento, não há confirmação laboratorial da doença pelo vírus Ebola. As análises são conduzidas pelo Instituto Adolfo Lutz (IAL).

No dia 1º de junho, o Estado de São Paulo descartou o primeiro caso suspeito de Ebola registrado neste ano, em um homem de 37 anos, procedente da República Democrática do Congo. O paciente segue internado no IIER, com evolução favorável do quadro de saúde. As análises realizadas pelo IAL detectaram Neisseria meningitidis, bactéria causadora da meningite meningocócica.

Nos dois casos, o atendimento aos pacientes foi articulado pela Secretaria de Estado da Saúde e pelo Centro de Informações Estratégicas em Vigilância em Saúde (Cievs), responsável pela notificação das suspeitas ao Ministério da Saúde.

Intensificação da vigilância em saúde

Após o registro do primeiro caso suspeito no país, notificado em São Paulo e posteriormente descartado, a Secretaria de Estado da Saúde intensificou as ações de vigilância epidemiológica.

Nesta segunda e terça-feira (8 e 9), o Centro de Vigilância Epidemiológica “Prof. Alexandre Vranjac” promoveu treinamento para mais de 1,1 mil profissionais de saúde de todo o Estado, por meio da webconferência “Doença pelo Vírus Ebola: informação que protege, vigilância que salva”.

Foram abordados temas como vigilância epidemiológica, fluxos de trabalho para os profissionais, preparação, prevenção e resposta segura nos serviços de saúde. O conteúdo está disponível no canal da Coordenadoria de Controle de Doenças:

Foto: Reprodução/Secom SP
Foto: Reprodução/Secom SP

No dia 3 de junho, a Pasta também atualizou a Nota Informativa Conjunta sobre o vírus Ebola, incorporando novos detalhamentos técnicos para orientar a rede de saúde na identificação, notificação, investigação, manejo e monitoramento de casos suspeitos e contatos.

O CVE-SP reforça que o vírus Ebola não é transmitido por via respiratória. A transmissão ocorre apenas por contato direto com secreções e fluidos corporais de pessoas infectadas, somente após o início dos sintomas. Não há transmissão durante o período de incubação do vírus.

A atualização do documento reitera que o risco de introdução da doença no Brasil e na América do Sul permanece classificado como muito baixo. Também informa que não há vacinas licenciadas nem terapias específicas aprovadas para a cepa Bundibugyo. A nota completa está disponível em no link

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