A Procuradoria-Geral da Fazenda Nacional (PGFN) e a Procuradoria-Geral do Estado de São Paulo (PGE/SP), em ação conjunta, protocolaram esta semana pedido de falência das empresas que compõem o Grupo Dolly. O montante da dívida ativa, que engloba débitos com União, Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS) e estado de São Paulo, supera a marca de R$ 15 bilhões. Desse total, R$ 8,3 bilhões estão inscritos em dívida ativa da União; R$ 7,4 bilhões se referem à dívida ativa do estado de São Paulo, e cerca de R$ 15 milhões do FGTS.
O pedido foi feito com base nas portarias PGFN nº 903/2026 e PGE-SPSUBG/CTF Nº 4/2026, editadas a partir do entendimento recente do Superior Tribunal de Justiça (STJ). A decisão inédita da corte equiparou a prerrogativa das fazendas à de credores privados, o que abriu um novo caminho para que as procuradorias solicitassem falência de devedores, especialmente em casos complexos e de longa data, desencorajando o encerramento informal de empresas.
LEIA TAMBÉM: Procon-SP lança pesquisa virtual sobre hábitos de consumo e lazer no inverno
Além do pedido de falência, a PGFN e a PGE/SP priorizaram medidas que protegem a coletividade.
A dívida se arrastava há mais de 25 anos, com diversas tentativas frustradas de cobrança pelas procuradorias. No pedido à justiça, os órgãos defendem que o passivo não é fruto apenas de dificuldades financeiras pontuais, mas de uma estratégia deliberada de “blindagem patrimonial”.
Segundo apurações feitas pelas procuradorias, o grupo se utilizou da Recuperação Judicial (RJ) por quase oito anos para não pagar a dívida. Isso porque nunca houve endividamento relevante com credores não fiscais. O efeito prático da RJ foi o de desfazer atos constritivos, determinados em Medidas Cautelares Fiscais promovidas pelo estado de São Paulo e pela União e relacionadas a créditos não sujeitos à recuperação judicial, além de criar novas estruturas de blindagem patrimonial e de planejamento tributário.
LEIA TAMBÉM: Pesquisa do Procon-SP mostra que quase 80% dos consumidores que compram medicamentos desconhecem teto de preços
Assim que o plano de recuperação foi aprovado em assembleia de credores e a comprovação da regularidade fiscal tornou-se obrigatória por lei, o grupo desistiu da RJ. Tentou converter o processo em recuperação extrajudicial, medida atualmente em grau de recurso. O que, na visão das procuradorias, seria uma manobra para contornar a exigência legal de regularidade tributária. No processo de recuperação judicial, houve reconhecimento de que todos os devedores ali incluídos deveriam ser tratados como um só, especialmente quanto aos seus ativos e passivos (consolidação substancial, nos termos do artigo 69-K da Lei nº 11.101/2005).
A atuação conjunta da PGFN e da PGE/SP contribui, ainda, para proteger a ordem econômica e a livre concorrência. O pedido das procuradorias aponta que o Grupo Dolly transformou a inadimplência em ferramenta de negócio. Ao deixar de recolher tributos e encargos sociais, as empresas tiveram uma vantagem competitiva artificial e desleal, prejudicando os demais concorrentes do setor de bebidas que cumprem suas obrigações legais
Bahia Copa do Mundo inspira estudantes de Conde a descobrirem diversidade e riqueza cultural da África
Bahia Escolas da rede estadual têm até setembro para garantir participação na Olimpíada de Educação Financeira 2026
Bahia Bahia participa do lançamento do maior Plano Safra da história, com R$ 525,1 bilhões para o agronegócio
Bahia Pioneiro no Nordeste, sistema baiano de Gestão do ITD completa um ano com 12,6 mil contribuintes atendidos
São Paulo Governo de SP e Prefeitura consolidam revitalização do centro da capital com nova Praça do Triunfo
Bahia O turismo na Bahia cresceu 1,7% no primeiro trimestre de 2026, resultado superior à média nacional (1,0%) Mín. 16° Máx. 28°
Mín. 17° Máx. 27°
Tempo limpoMín. 10° Máx. 19°
Tempo nublado