Thursday, 28 de May de 2026 15:38
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Sema, Inema e comunidades rurais participam de encontro nacional do Programa Água Doce em Natal

Representantes da Secretaria do Meio Ambiente (Sema), do Instituto do Meio Ambiente e Recursos Hídricos (Inema) e de outros integrantes do Núcleo E...

28/05/2026 14h48
Por: Praiabook Fonte: Secom Bahia
Foto: Ascom/Sema
Foto: Ascom/Sema

Representantes da Secretaria do Meio Ambiente (Sema), do Instituto do Meio Ambiente e Recursos Hídricos (Inema) e de outros integrantes do Núcleo Estadual de Gestão do Programa Água Doce na Bahia (PAD-Bahia) participam, a partir desta quarta-feira (27), em Natal (RN), do X Encontro Nacional de Formação do Programa Água Doce (PAD). O evento será realizado no Auditório do Centro de Tecnologia da Universidade Federal do Rio Grande do Norte (UFRN) e tem como foco o fortalecimento da integração institucional e a capacitação continuada dos envolvidos na gestão de sistemas de dessalinização implantados em comunidades do semiárido brasileiro.

A delegação baiana também conta com representantes das comunidades de Limeira, no município de Santaluz, e Mandassaia II, em Riachão do Jacuípe, localidades beneficiadas pelo programa no estado. A participação das comunidades integra a proposta de gestão compartilhada adotada pelo PAD-Bahia, que prevê o envolvimento direto dos moradores na operação e acompanhamento dos sistemas de dessalinização.

Coordenado pelo Ministério da Integração e do Desenvolvimento Regional (MIDR), o Programa Água Doce busca ampliar o acesso à água de qualidade para consumo humano em comunidades rurais do semiárido, por meio do aproveitamento sustentável das águas subterrâneas. A iniciativa incorpora critérios técnicos, ambientais e sociais na implantação e gestão dos sistemas de dessalinização, especialmente em regiões onde a água disponível apresenta elevados índices de salinidade.

Segundo o especialista da Diretoria de Políticas e Planejamento Ambiental (DIPPA) da Sema e coordenador do PAD-Bahia, João Paulo Ribeiro, o encontro nacional representa uma oportunidade de fortalecimento técnico e troca de experiências entre os estados participantes.

“O Programa Água Doce trabalha com uma metodologia que associa acesso à água, participação comunitária e sustentabilidade ambiental. A formação continuada das equipes e das comunidades é fundamental para fortalecer a gestão compartilhada dos sistemas e garantir a continuidade do atendimento às populações do semiárido”, afirmou.

A programação reúne debates técnicos, atividades formativas e troca de experiências entre representantes de órgãos federais, estaduais e municipais, organizações da sociedade civil, empresas do setor de dessalinização e lideranças comunitárias das localidades atendidas pelo programa.

Criado para ampliar o acesso à água potável em áreas de escassez hídrica no Nordeste e em Minas Gerais, o PAD atua na implantação e gestão de sistemas de dessalinização em comunidades onde a água subterrânea apresenta elevados índices de salinidade. Além da instalação dos equipamentos, o programa desenvolve ações de mobilização social, capacitação de operadores e monitoramento técnico das estruturas implantadas.

Capacitação e gestão compartilhada

Entre os objetivos do encontro está a atualização metodológica das equipes estaduais e municipais diante da renovação de profissionais, operadores comunitários e gestores vinculados ao programa nos últimos anos. De acordo com a coordenação nacional do PAD, visitas técnicas e reuniões realizadas ao longo de 2025 apontaram a necessidade de ampliar a integração da gestão da água com políticas públicas municipais de saúde e educação.

Outro eixo do programa é o modelo de gestão compartilhada adotado nas comunidades atendidas. Em cada localidade são construídos acordos que definem as responsabilidades entre comunidade, municípios, estado e União na operação e manutenção dos sistemas de dessalinização.

O diretor de Recursos Hídricos e Monitoramento Ambiental do Inema, Welton Rocha, destacou que a participação das comunidades é um dos elementos centrais para o funcionamento contínuo dos sistemas. “O PAD envolve acompanhamento técnico permanente, monitoramento da qualidade da água e participação direta das comunidades na gestão dos sistemas. Essa integração é importante para ampliar a sustentabilidade operacional das estruturas implantadas no semiárido”, afirmou.

Durante a programação, representantes comunitários também compartilharam experiências relacionadas aos impactos do programa nas localidades atendidas. Integrante da comunidade de Mandassaia II, em Riachão do Jacuípe, Tainá Lima participou de uma mesa redonda sobre empreendedorismo feminino e apresentou ações desenvolvidas a partir da implantação do sistema de dessalinização na comunidade.

Segundo ela, o acesso à água de qualidade passou a contribuir não apenas para o consumo humano, mas também para atividades produtivas locais. Entre as iniciativas mencionadas estão a produção de sequilhos, broas e polpas, desenvolvidas por grupos comunitários, além de projetos implantados em parceria com instituições públicas e de pesquisa. “A chegada do Programa Água Doce trouxe mudanças importantes para a nossa comunidade, principalmente no acesso à água potável. Participar do encontro também é uma oportunidade de trocar experiências com representantes de outros estados e conhecer diferentes realidades relacionadas à gestão da água no semiárido”, destacou.

No estado, o PAD-Bahia já implantou 291 sistemas de dessalinização em 56 municípios, com potencial de atendimento a cerca de 160 mil pessoas em comunidades rurais do semiárido baiano. A programação do X Encontro Nacional de Formação do Programa Água Doce segue até a próxima sexta-feira (29), reunindo representantes dos estados participantes para discussões técnicas, intercâmbio de experiências e fortalecimento das estratégias de gestão dos sistemas de dessalinização no semiárido brasileiro.

Fonte

Ascom/Sema

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